|
|
|
Dailza Damas tem objetivos
claros na Fundesportes |
Foto:
Prefeitura Municipal de Paranaguá

|
|
Considerada
uma das maiores nadadoras de provas de longo percurso
do mundo, a atleta, Dailza Damas, passou recentemente
a integrar o corpo de funcionários da Fundação
Municipal de Esportes (Fundesportes). Contratada para
ser uma das responsáveis na criação
de projetos para as diversas modalidades existentes
na Fundação, ela avisa que pretende dinamizar
os esportes aquáticos na baía de Paranaguá.
Um dos primeiros eventos a ser coordenado pela mulher
que atravessou por duas vezes o canal da Mancha, entre
a Inglaterra e a França, será em julho,
quando deverá acontecer duas prova de travessia
na região do Rocio. De acordo com o presidente
da Fundesportes, Mário Kügler, essa prova
receberá o nome de Nossa Senhora do Rocio. Outro
evento semelhante está agendado para ocorrer
em dezembro durante a Semana do Marinheiro. “Nosso
trabalho aqui na Fundesportes será pautado no
oferecimento de coisas novas para a cidade. Acredito
muito na possibilidade de dar novos rumos nas áreas
esportivas de Paranaguá, pois aqui existe estrutura
e muita vontade de realização”,
disse.
Para que o evento venha efetivamente a acontecer, a
Fundesportes entrará em contato com o Instituto
Ambiental do Paraná que precisará fazer
testes de balneabilidade na região das provas.
Além de desafios em mar aberto, Dailza Damos
planeja utilizar a piscina olímpica do município
para o desenvolvimento de maratonas de natação.
“A cidade de Paranaguá possui todas as
condições de receber grandes eventos esportivos
que, certamente, deverão chamar a atenção
de muita gente”, comentou.
Ao chegar a Paranaguá, a nadadora revelou que
constatou duas grandes mudanças em relação
aos tempos que esteve no município no início
de sua carreira. “A minha primeira travessia foi
entre Paranaguá em Antonina, por isso posso dizer
que percebo que a estrutura da cidade é completamente
outra e que o espírito da população
está voltado para os esportes. A cidade, hoje,
sem sombra de dúvida, está no mesmo nível
de grandes centros europeus”, disse a atleta que
recentemente estava morando na Suécia. Além
da coordenadoria de projetos esportivos na Fundesportes,
Dailza vai palestrar em diversas escolas e empresas
sobre sua vida e a realização dos seus
sonhos. “Serão palestras motivacionais
iguais as realizadas pelo velejador Amir Clink e pelo
alpinista Waldemar Niclevicz”, finaliza.
Currículo
A nadadora Dailza Damas aprendeu a nadar aos 28 anos,
para incentivar o filho que sofria de bronquite. Hoje,
ela é a maior nadadora brasileira em águas
abertas, sendo reconhecida internacionalmente pelos
seus grandes feitos, dentro dos quais o Canal da Mancha,
entre a França e a Inglaterra, nadando por mais
de 19 horas ininterruptas em um mar hostil. Mas não
parou só neste feito, continuando a desafiar
seus limites contornando a Ilha de Manhattan (USA),
Ilha da Trindade (BRA), Ilha de Fernando de Noronha(BRA),
Atol das Rocas(BRA), e foi a primeira pessoa a realizar
a inédita façanha de nadar nas Cataratas
do Iguaçu.
|
| Dailza
Damas: “A cidade de Paranaguá possui todas
as condições de receber grandes eventos
esportivos que, certamente, deverão chamar a atenção
de muita gente” |
|
|
Bom momento do turismo
exige planejamento |
|
|
É
notável o momento de boas perspectivas do Turismo.
Políticas federais, estaduais, municipais, queda
do risco país, facilidade de crédito pessoal,
redução da taxa de juros e outros fatores
sinalizam para um período de fortalecimento do
setor. Mas, nem tudo são flores. Os fatores macro-ambientais
dão uma boa perspectiva, mas cabe ao Turismo
aproveitar a ocasião.
Entre os desafios a serem superados estão as
obras e melhorias do aeroporto Afonso Pena e a busca
de soluções operacionais para colocar
o Paraná na rota dos cruzeiros marítimos.
Com medidas deste nível, conseguiremos abrir
o Estado para o turismo nacional e internacional, gerando
benefícios para diversas cadeias produtivas.
Neste panorama, o setor está se articulando e
promovendo boas práticas para a consolidação
do Turismo no Paraná. São iniciativas
voltadas à qualificação de profissionais
e municípios, ao apoio às pequenas empresas,
novos projetos turísticos e empreendimentos.
É assim que queremos ver o nosso segmento, com
articulação, interesse e projetos com
potencial para dar certo.
|
| Antonio
Azevedo Presidente
da ABAV-PR |
| |
| Jornal
GAZETA DO POVO - 10-08-2007 (Transcrição)
Turismo
no litoral:
via de acesso à prosperidade
por
ANGELO CARLOS
VANHONI |
|
|
Imagine
só: um belo dia azul, você acorda cedo e
lembra que está a bordo de uma embarcação
na costa brasileira. Pula da cama e corre para respirar
o ar da manhã. E assim que seus pés tocam
o convés, para além do espetáculo
do sol surgindo no horizonte, você se depara com
um verdadeiro mar de água verde escura avançando
continente adentro ao encontro de montanhas cobertas pela
densa vegetação da Mata Atlântica.
Um majestoso santuário no qual se podem avistar
golfinhos em evolução, pássaros exóticos,
manguezais e, com um pouco de sorte, até mesmo
felinos de porte.
Tal sensação, a mesma experimentada pelos
primeiros navegadores que singraram o Atlântico
sul nos idos dos séculos XV e XVI, pode ser ainda
hoje vivida por turistas brasileiros e estrangeiros que,
a bordo de confortáveis navios de cruzeiro, venham
a penetrar os mistérios e belezas da baía
de Paranaguá.
Acidente geográfico incomparável, a baía
de Paranaguá domina o litoral do Paraná
como um estuário de magníficas proporções,
generoso em belezas naturais, história, folclore,
gastronomia, artesanato e outras riquezas culturais que
se desdobram num leque de atrações até
hoje explorado muito aquém de seu potencial.
Potencial que lapidado por políticas públicas
e aporte de investimentos poderá se transformar
rapidamente no motor do desenvolvimento integrado da microrregião
de Paranaguá; envolvendo os municípios de
Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes,
Paranaguá e Pontal do Paraná, além
de dezenas de povoações ribeirinhas, num
círculo virtuoso de crescimento econômico
e inclusão social sem precedentes em nossa história.
Nesse sentido, um recente encontro entre os prefeitos
desses municípios, a ministra do Turismo, Marta
Suplicy, e alguns dos maiores operadores brasileiros,
que tive a satisfação de promover, foi sem
dúvida um passo fundamental para a revitalização
de nosso litoral como destino turístico de fato
e de direito. Na ocasião, a própria ministra
destacou que o litoral paranaense precisa ser mais e melhor
explorado e sugeriu que por meio de emendas parlamentares
sejam destinadas verbas para obras de infra-estrutura
que venham a contribuir com esse objetivo.
Afinal, o governo federal tem grandes planos para o Paraná,
como demonstram os investimentos que nos últimos
três anos dotaram nosso litoral de um braço
da Universidade Federal e de uma Escola Técnica,
prestes a ser construída em Paranaguá. E
entre os até R$ 43 milhões que serão
liberados ao longo deste ano para o nosso estado, já
estão alocados inclusive recursos para a restauração
do Santuário de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá
- destino de peregrinação da fé católica
dos mais importantes, que em 2006 recebeu impressionantes
40 mil romeiros.
Mas é preciso avançar ainda mais. É
preciso, principalmente, dotar os pujantes portos de Paranaguá
e de Antonina - que no ano passado geraram uma receita
cambial de mais de US$ 9 bilhões - de infra-estrutura
adequada à recepção de navios de
passageiros, facilitando aos viajantes do Brasil e do
exterior o acesso às paisagens deslumbrantes da
nossa Serra do Mar, às delícias dos nossos
restaurantes típicos, à originalidade do
nosso comércio de artesanato, à hospitalidade
dos nossos hotéis e a tantos outros aspectos da
nossa cultura caiçara que, plenamente desenvolvidos,
constituir-se-ão em fonte inesgotável de
novos empregos e negócios.
Os números mostram que vale a pena investirmos
na integração do nosso litoral através
do turismo. Vejamos: no ano que passou, o estado do Paraná
recebeu cerca de 4 milhões de visitantes. Destes,
1.434.067 estiveram na bem equipada Foz do Iguaçu,
destino turístico mais conhecido do Brasil. Entretanto,
em nosso litoral de ainda tímida infra-estrutura,
passaram nada menos que 1.661.930 turistas, sendo que
130 mil deles para perfazer o inesquecível passeio
de trem pela estrada de ferro Curitiba - Morretes - Paranaguá,
marco histórico da engenharia do Brasil Império.
E, além disso, mais de 2 milhões de pessoas
visitaram Curitiba, há cerca de apenas uma hora
de distância de nossas cidades litorâneas.
Por esses e outros motivos, não resta dúvida:
o turismo, indústria não-poluente em perfeita
sintonia com a consciência ambiental do século
XXI, é hoje a principal via de acesso de nosso
litoral e sua gente à modernidade, prosperidade,
qualidade de vida e níveis de educação
equivalentes aos de primeiro mundo. Logo, envidar esforços
para viabilizar a infra-estrutura necessária ao
seu desenvolvimento é tarefa prioritária
de todos: autoridades, empresários, lideranças
políticas, de classe, estudantis, religiosas e
sociedade civil organizada.
Pois esta sim é a verdadeira globalização:
dar a conhecer a outros povos nossos hábitos, hábitat
e cultura para que, como diante de um espelho, conheçamos
um pouco mais de nós mesmos. E, ao fazê-lo,
além de obter uma visão renovada de nossa
identidade e valores, venhamos a nos tornar mais fortes
e cosmopolitas. |
| Angelo
Carlos Vanhoni é deputado federal pelo PT do
Paraná |
| |
| INFRAERO:
Exclusividade custa muito caro ao usuário
e ao lojista
Jornal
GAZETA DO POVO - 01-08-2007 (Transcrição)
"Estacionamento
causa polêmica
(por CECILIA VALENZA) |
|
|
A
inexistência de estacionamento gratuito alternativo
e os altos preços cobrados para deixar um veículo
no Aeroporto Internacional Afonso Pena fizeram com que
um grupo de dez pessoas entrasse com uma ação
popular contra a União, a Empresa Brasileira de
Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e o município
de São José dos Pinhais, onde fica localizado
o aeroporto, na região metropolitana de Curitiba.
A ação pretende garantir aos usuários
a isenção do pagamento de estacionamento,
por meio da construção de uma área
não paga, ou ainda a permissão para estacionar
nas ruas que levam ao aeroporto.
De acordo com o advogado que representa o grupo, Nivaldo
Migliozzi, o estacionamento não oferece estrutura
e segurança adequadas em relação
ao preço cobrado. Em janeiro deste ano, um casal
de médicos teve uma mala, cartões de crédito,
talão de cheques, telefone celular e jóias
levados por dois assaltantes dentro do estacionamento.
"Quem precisa ir ao aeroporto é obrigado a
deixar o carro lá, não tem opção",
comenta.
Além disso, segundo o advogado, o estacionamento
não oferece cobertura para proteger os veículos
ou serviço de manobrista. O preço cobrado
pela primeira hora é de R$ 3, sendo acrescidos
R$ 2 para cada hora adicional. O preço da diária
é de R$ 15. Com uma área de 8.280 metros
quadrados, o espaço tem capacidade para 800 veículos.
Em média, cerca de mil veículos passam pelo
local diariamente.
Procurada pela reportagem, a empresa que administra o
estacionamento, a AIN, alegou que é responsável
apenas pelos serviços de vistoria e controle dos
carros, sendo a estrutura, os valores cobrados, a segurança
e os equipamentos de competência da Infraero. Por
meio da assessoria de imprensa, a Infraero informou que
não se pronuncia sobre o assunto.
Em uma primeira decisão, em dezembro de 2006, a
Justiça não aceitou o pedido de liminar
que pretendia suspender imediatamente a cobrança.
A União foi excluída do processo e as partes
restantes foram intimadas a apresentar provas. Uma nova
audiência está marcada para o próximo
dia 14." |
| |
| À
propósito da reportagem acima, feita por Cecília
Valenza, do jornal Gazeta do Povo, cabe acrescentar ainda
que, ao lado desse absurdo que é a "armadilha"
do único estacionamento disponível no Aeroporto
Internacional Afonso Pena, a Infraero oferece a concessão
de lojas com exclusividade, mas cobrando um aluguel astronômico
pelo espaço. Uma porta de loja no Afonso Pena (localizado
no município de São José dos Pinhais,
Região Metropolitana de Curitiba), não sai
por menos de 4 mil reais por mês, segundo revelou
um arrendatário. O processo de transferência
de custos é simples: se o lojista tem a exclusividade
de explorar uma lanchonete, por exemplo, ele vai ter que
pagar muito caro por essa primazia, pois não terá
concorrência. Aí ele acaba transferindo o
custo desse aluguel caríssimo para os produtos
que revende aos usuários do aeroporto. Um cafezinho,
que no centro de Curitiba custa 2 reais, lá na
lanchonete "exclusiva" do Afonso Pena passa
dos 4 reais. Dias atrás, o Jornal Nacional, da
Rede Globo, fez uma reportagem sobre o preço do
cafezinho nos aeroportos de Guarulhos, Rio de Janeiro,
Vitória e Belo Horizonte. O mais caro foi o de
Guarulhos: R$5,00. E o mais barato, de Vitória
(ES): R$ 2,00. Só que o JN não entrou no
mérito da questão. Como sempre, só
faz a divulgação sem questionar a origem
do problema. O editor-chefe do JN teria que instruir o
repórter a entrevistar alguém da Infraero
para saber porque tamanha diferença de preços
entre esses aeroportos e também em relação
aos preços cobrados nos centros urbanos. Todos
os artigos adquiridos em lojas dos aeroportos brasileiros
são mais caros do que produtos semelhantes comprados
em lojas dos centros das cidades onde ficam tais aeroportos.
A causa dessa diferença de preços está
no alto custo do aluguel cobrado pela cessão das
lojas em terminais de passageiros dos aeroportos administrados
pela Infraero. Se o cessionário da loja paga um
aluguel altíssimo, terá, então, que
transferir esse custo para o produto que vende. A conclusão
é óbvia. E por que a Infraero cobra aluguel
tão elevado? É um sistema de administração
que domina o órgão há muitos anos.
Existe uma concorrência extremamente acirrada entre
duas superintendências dentro da Infraero: aquela
que administra os terminais de passageiros e a que administra
os terminais de carga. Cada uma quer faturar mais que
a outra para aparecer bem na foto, diante do presidente
da estatal. E nessa briga quem sai perdendo, como sempre,
é o usuário, tanto o passageiro, que usa
o terminal para uma viagem de negócios ou de lazer,
quanto o empresário que se socorre dos terminais
de cargas para tocar seu empreendimento. A solução
para esses desmandos e abusos de preços astronômicos
seria uma mudança radical na forma de administrar
a empresa estatal, fazendo com que ela prestasse seus
serviços, cobrando preços de mercado. As
taxas de embarques cobradas de cada passageiro que voa
pelo Brasil são as mais caras do mundo. Com a taxa
de embarque, aluguel das lojas nos terminais de passageiros,
utilização dos armazéns em terminais
de cargas, taxas de pousos e decolagens, além de
outros serviços, a Infraero dispõe anualmente
de um orçamento de vários bilhões
de reais. Não precisaria cobrar tão caro
por seus serviços e espaços. No caso do
estacionamento, poderia até cobrar, mas, como disse
o advogado Nivaldo Migliozzi, a Infraero teria que oferecer,
em contrapartida, alguns serviços básicos
encontrados nesse tipo de empreendimento, tais como uma
cobertura contra chuva e sol, seguro contra furtos, etc.
Assim mesmo teria que oferecer uma área, sem essas
garantias, ali perto do aeroporto, para estacionamento
gratuito. |
Senival
Silva é jornalista e Editor de INFORMATUR - TURISMO
& NEGÓCIOS |
| |
|
|
|